1,5 MILHÕES DE PESSOAS AFETADAS NO WHATSAPP

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Frequentemente são descobertos novos golpes no WhatsApp. Por isso, todo cuidado é pouco ao clicar em links recebidos pelo aplicativo.

Segundo a PSafe, um novo ataque ocorre apenas em telefones Android, oferecendo uma suposta nova função para que o aplicativo mensageiro revele quais pessoas o adicionaram o número do usuário.

O serviço exige em troca, porém, que o dono do número do celular compartilhe a novidade com outras pessoas usando o mesmo app e baixe outros aplicativos. Os dados da fabricante de antivírus indicam que mais de 260 mil pessoas foram afetadas no país somente na primeira semana de 2017.

O golpe se espalha através de usuários do WhatsApp interessados na falsa novidade, que são obrigados a compartilhar o link com pelo menos dez amigos ou cinco grupos diferentes para ter acesso ao recurso — o processo não funciona. Ao clicar no botão, a vítima é levada a uma página com as informações de como liberar a função, que incluem o download de outros aplicativos.

Os programas baixados através do golpe não são necessariamente maliciosos ou contém vírus. Porém, este passo é sugerido e obrigatório para “conquistar a nova função” para que os criminosos ganhem dinheiro com propaganda cada vez que um software é baixado usando este método.

As tentativas de golpe pelo WhatsApp não param. O mais novo, que promete recursos extras para o aplicativo, já afetou mais de 1,2 milhão de usuários brasileiros em duas semanas. O ataque, revelado pela empresa de segurança ESET, finge permitir que as vítimas visualizem as conversas de seus contatos no mensageiro, uma opção chamada “Visualizador de conversas para o WhatsApp”.

Após enganar o usuário, o falso recurso o leva a realizar inscrições em serviços de mensagens de celular pagos, que podem fazer débitos indevidos em seu nome ou instalar apps falsos que roubam os seus dados.

Ao tocar no link malicioso, a vítima é levada a uma página que pede o compartilhamento do endereço com os contatos para que a funcionalidade seja liberada. Em seguida, o usuário é levado a uma plataforma de publicidade, onde é induzido a se inscrever em um serviço de mensagens pagas via SMS.

Segundo o levantamento da ESET, o golpe atingiu cerca de 1,5 milhão de pessoas em todo o mundo, sendo o Brasil o país mais afetado. O ataque teria começado no dia 18 de novembro.

O número de tentativas de golpes no aplicativo aumentou nos últimos meses. Nove tipos de ataques foram identificados somente em 2016. A maior parte deles procura inscrever os usuários em serviços pagos.

Além da promessa de ver as conversas dos contatos, os golpes também prometiam chamadas de vídeo premium, pacotes de emoticons românticos ou cupons de desconto falsos para lojas e restaurantes da moda.

Para se proteger deste tipo de ataque, a Psafe recomenda que os usuários possuam um programa antivírus atualizado instalado em seus celulares para evitar downloads não autorizados, além de usar apenas redes protegidas com senha e evitar clicar em links pouco confiáveis em mensagens do WhatsApp, já que esta é uma das formas mais comuns de disseminar infecções.

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