AUDIÊNCIA PÚBLICA COM A COPASA: DESPREPARO OU ESTRATÉGIA?

O plenário da Câmara de Vereadores de Nanuque lotou hoje, 11 de abril, na Audiência Pública com a Copasa. Entre os assuntos pautados estavam a coleta e tratamento do esgoto sanitário; abastecimento de água, andamento das obras; garantia da prestação dos serviços; formas de cobrança e comunicação com a sociedade; odor nos arredores das Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) e de vários locais; destinação dos efluentes, no que diz respeito a logística e despesas e do contrato da empresa com o município.

No momento em que foi permitido ao público se pronunciar, os questionamentos foram enfáticos, em tom de desabafo e indignação, sendo a maioria das perguntas embasadas por cópias de documentos, relatórios e requerimentos e depoimentos sobre o assunto. A coerência nos argumentos da sociedade civil foi amplamente demonstrada por um vídeo com depoimentos de moradores e fotos dos locais que mais são afetados.

“Vocês poderiam ser presos!”, ” Isso é um crime contra a saúde da população nanuquense!”, “Vocês poderiam cumprir a decisão do Supremo Tribunal de Justiça!” , foram algumas das frases ditas pelos vereadores.

O representante da Copasa, Gilson Queiroz respondeu algumas perguntas da platéia e recuou em questionamentos embaraçosos. Apenas assumiu que era vergonhoso para ele e equipe presente os problemas apresentados e ainda sugeriu um cronograma de reuniões futuras para a resolução dos mesmos.

Em seu discurso, o prefeito Roberto de Jesus disse estar decepcionado com a falta de respostas da Copasa e afirmou que se a empresa contratada não cumprir com o combinado, ele fará a troca imediatamente.

“A Copasa não tem o direito de nos tratar de qualquer jeito”, finalizou o prefeito.

Todos os relatos comprovam que a ineficácia dos serviços tem prejudicado o avanço da cidade. Os depoimentos durante a audiência assustam os demais: pagamento de taxas mesmo sem o serviço prestado,  abastecimento deficiente em alguns bairros, buracos pela cidade, animais peçonhentos e dejetos dentro das residências, dentre outros, só afirmam que essa é uma questão ambiental e de saúde pública, por isso merece atenção do poder legislativo e executivo.

  

  

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