EMPREGO DE DOMÉSTICA CAI ENTRE MULHERES JOVENS

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O trabalho doméstico atrai cada vez menos mulheres jovens no País. A proporção de empregadas domésticas com até 29 anos de idade caiu mais de 30 pontos porcentuais em vinte anos: de 51,5% em 1995 para 16% em 2015, um recuo de 35,5 pontos porcentuais. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 6, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A renda das domésticas, entretanto, saltou 64% nesses 20 anos, atingindo o valor médio de R$ 739,00 em 2015. Mesmo com o crescimento, o rendimento médio ainda ficou abaixo do salário mínimo da época, era de R$ 788,00.

O número de trabalhadoras formalizadas também aumentou. Em 1995, 17,8% ds empregadas domésticas tinham carteira de trabalho assinada. Em 2015, a proporção de trabalhadores com carteira chegou a 30,4%.

Segundo o Ipea, a análise dos dados da Pnad sinalizou ainda uma tendência de aumento na quantidade de diaristas no País. Em 1995, as empregadas que trabalhavam por diária eram 18,3% da categoria. Em 2015, 31,7% das domésticas trabalhavam com esse vínculo empregatício.

O emprego doméstico ainda era a ocupação de 18% das mulheres negras e de 10% das mulheres brancas no Brasil em 2015.