HPS DE NANUQUE SE PRONUNCIA SOBRE AS MORTES DE MÃE E BEBÊ OCORRIDAS NO FINAL DE SEMANA

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Uma mulher e seu filho morreram durante o trabalho de parto no último final de semana no Hospital e Pronto Socorro Municipal Renato Azeredo, em Nanuque. A família acusa a unidade de saúde de negligência.

A gestante S.S.P, 36 anos deu entrada pela manhã e veio a óbito na madrugada por complicações pós-parto. O bebê nasceu morto. 

Em carta aberta, a direção do hospital explica como foram os procedimentos realizados:

DADOS DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS):

A OMS afirma que a cada 11 segundos morrem no parto uma mãe ou um bebê no mundo.

As complicações do parto podem ocorrer durante qualquer dos períodos do parto (contrações, dilatação e expulsão) e requerem uma intervenção rápida e eficaz para evitar danos na mãe e no seu bebê. Mesmo que a maioria dos partos transcorra e culmine sem nenhuma complicação, dar a luz não está livre de riscos e podem acontecer alguns problemas pontuais, conhecidos ou imprevisíveis, que terão solução mediante a intervenção urgente de instrumentalização (fórceps, ventosa) ou cesárea. 

Algumas complicações:

– Em algumas ocasiões, as contrações durante a dilatação não são efetivas, o útero perde capacidade e isso condiciona que o parto se estanque e não progrida como é devido, dando lugar a um parto prolongado (quando dura mais de 14 horas para primíparas ou mais de nove para as multíparas);

– Parto prematuro (antes das 37 semanas de gestação) por ruptura prematura de membranas, anomalias uterinas, doenças da mãe, má nutrição, infecções ou outras causas desconhecidas;

– Sofrimento fetal, situação que se dá quando existe um decréscimo ou interrupção do fluxo de oxigênio por complicações no parto do tipo prolapso do cordão (na qual o cordão umbilical precede o bebê na sua passagem pelo canal de parto), problemas na placenta, presença de mecônio no líquido amniótico, etc;

– A posição do feto ou a longitude podem causar uma dificuldade para o processo normal do parto.