PARENTES DE POLICIAIS MILITARES DO RJ CONTINUAM A PARALISAÇÃO

Mulheres de policiais continuam protestando em frente a batalhões do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (11).

A exemplo do que acontece no Espírito Santo, elas tentam impedir a saída de policiais e pedem melhores condições de trabalho. “Não estou aqui pelos militares. Estou aqui pela minha família. Com os salários atrasados, sustento a casa sozinha. Não quero ter que ver meus filhos passarem fome. As pessoas dizem, ‘mas e a população?’ E eu pergunto: e a gente é o quê?”, diz uma manifestante.

Dos 27 batalhões onde houve protesto na última sexta (10), 6 estão com protestantes nas portas. Em 5 deles, a manifestação continuava. A exceção foi o CPP (Comando de Polícia Pacificadora), no pé do morro do Alemão, na zona norte.

No 16º batalhão, em Olaria, a mobilização estava menor do que no dia anterior. No entanto, policiais saíam pelo ar, de helicóptero. Em outros batalhões, há relatos de policiais tentando pular o muro.Ainda assim, há policiais trabalhando nas ruas.

A PM mantém o discurso de que não há greve, mas sim uma manifestação de parentes, e que o policiamento não está sendo afetado.

As manifestantes reclamam que a data do pagamento dos salários foi alterada do 5º para o 10º dia útil do mês e cobram o pagamento do 13º salário e de bonificações, ainda não depositados, em função das dificuldades financeiras do governo estadual. Protestam ainda por melhores condições de segurança, como a adoção de carros blindados, a compra de armamentos e coletes à prova de bala, e mudanças nas escalas de serviço. Apenas neste ano, 22 policiais morreram em serviço no Estado, segundo dados da polícia.

Ao todo, o efetivo da Polícia Militar no Rio tem 45,8 mil homens, divididos em 89 unidades: 39 batalhões, 38 Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) e unidades de operações especializadas e comandos especializados.

Sobre Evelyn Shiroki

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