POLÍCIA MILITAR ESTA PARADA NO ES E O CAOS É CRESCENTE

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As reformas da previdência, que deseja a todo custo incluir os militares das Forças Armadas e as Polícias Militares Estaduais e do Distrito Federal, parece que começa a enfrentar as primeiras manifestações radicais de que não concordam com isso.

Depois de Minas Gerais ter liderado as manifestações em dezembro passado contra o projeto de lei que previa regras para a renegociação da dívida dos estados com a União, o Espírito santo sai na frente esse ano com a manifestação das esposas e familiares dos policiais militares que fecharam a entrada de vários batalhões na capital e no interior. Nenhuma viatura saiu dos quartéis em Guarapari.

No município de Serra, o mesmo aconteceu e os manifestantes exigem melhorias salariais e condições de trabalho para seus maridos, já que por conta dos regulamentos e códigos eles não podem se manifestar. Desde sexta-feira pela manhã que a cidade está sem policiamento e o resultado foram vários crimes como roubos, saques e tentativas de homicídio sendo cometidos.

Na capital Vitória, a situação também está caótica. Não há viaturas no patrulhamento diário e o período de férias e a proximidade do carnaval proporcionam uma cidade cheia de turistas. Até mesmo o Quartel do Comando geral da corporação sofreu as consequências das manifestações. Rádios locais estão recebendo ligações da população com pedidos desesperados para que os policiais voltem ao trabalho. Segundo o comando da PM, uma reunião envolvendo toda a cúpula da segurança pública e membros do governo tentarão resolver a situação.

Além das cidades citadas acima, os protestos atingiram também as cidades de Linhares, Aracruz, Colatina e Piúma. Segundo o presidente da Associação de Cabos e Soldados, Sargento Renato, há manifestantes inclusive em frente à cavalaria, BME, batalhão de transito e Quartel General da PM.

Além do reajuste salarial, os familiares pedem o pagamento de auxílio alimentação, periculosidade, insalubridade e adicional noturno. Também são denunciados o sucateamento da frota e falta de perspectiva de carreira.

Na opinião de especialistas em segurança pública, alguns temem pelo desencadeamento de uma onda em efeito cascata pelo país, caso o governo insista em inserir os militares no projeto previdenciário que se encontra no Congresso Nacional e que deve ser apreciado nos próximos dias. “Essa situação é muito grave e deve ser olhada com bastante atenção. Os militares tem o compromisso do governo de que as reformas não os atingirão de imediato e que um novo projeto será encaminhado posteriormente para discussão. Mas como a confiança no governo não está lá essas coisas, antes prevenir do que remediar”, disse um especialista.

 

Da redação com informações G1 e Uol