PREFEITURA DE NANUQUE SOFRE OUTRA PAULADA JUDICIAL

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Nomes de funcionários da Prefeitura de Nanuque estão indo parar no SPC/Serasa por falta de repasse ao Banco Caixa Econômica Federal, os valores são referentes ao empréstimo consignado dos servidores municipais dos meses de setembro e novembro de 2016. O desconto é feito diretamente na folha de pagamento do trabalhador, mas ao que parece, não foi enviado ao banco.

Os valores das parcelas são descontadas no pagamento e a prefeitura não repassou o valor ao banco.

Um dos servidores que pediu para não ser identificado, afirmou que está com o nome sujo devido ao financiamento. Segundo ele percebeu que estava com o nome “sujo” quando tentou realizar uma compra. O servidor comentou que recebeu um documento informando o nome negativado devido ao não pagamento do empréstimo consignado, débito esse que deveria ser efetuado pelo Executivo.

“Nunca passei por esse constrangimento, estou me sentindo um lixo. Recebia meu salário atrasado e os responsáveis por administrar nosso município, à época, não cumpriram seus compromissos nem com o banco”, protestou.

Na Ação Judicial, que corre na Justiça Federal da Comarca de Teófilo Otoni, a CEF alega que a Prefeitura deixou de repassar os valores descontados, totalizando a quantia de R$ 369.648,94, pedindo na referida ação, que este montante seja imediatamente quitado e os descontos vindouros sejam repassados até o quinto dia útil de cada mês, conforme previsto em contrato firmado com o Município.

O Juiz Federal Dr. José Mauro Barbosa, deferiu parcialmente o pedido da Caixa, para determinar que os repasses sejam efetuados até o 5º dia útil de cada mês, porém, deixou de bloquear o montante da dívida. Todavia, a Prefeitura deverá, em sede de recurso, comprovar que o pagamento foi devidamente efetuado.

Caso ocorra o bloqueio nas contas da Prefeitura para garantir o pagamento da dívida com a Caixa, há o fundado receio de que outras instituições bancárias, que também tiveram descontos não repassados pela administração anterior, sigam o mesmo caminho, quando o montante das dívidas com todos os consignados, que juntos podem chegar a R$ 1 milhão, comprometam a regularidade do pagamento dos salários dos servidores.

“O que estamos vivendo é o resultado da inconsequência com que sempre trataram a coisa pública nessa cidade. E mais uma vez a corda poderá arrebentar para o lado mais fraco na relação com a Prefeitura, que são os funcionários que dependem do seu salário para sobreviver”. Desabafou o Prefeito Roberto de Jesus.

E conclui: “Vamos fazer o que estiver ao nosso alcance para contornar mais essa situação danosa para o Município. Contudo, é bom que os servidores fiquem em estado de alerta. Acendemos o sinal amarelo”.

 

  

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