FRACASSO NO ACORDO ENTRE GOVERNO DO ES E POLICIAS MILITARES

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Na noite de sexta-feira(10), o governo do Espírito Santo anunciou acordo com as associações que representam policiais capixabas para a suspensão da paralisação e retomada do trabalho. Aqueles que retornaram ao trabalho até as 7 da manhã de hoje(11) não sofrerão punições administrativas.

“Conversamos com os agentes e pedimos bom senso e que retornem ao trabalho. Foram mais de 100 mortes causadas”, disse o secretário de direitos humanos, Júlio César Pompeu.

As mulheres dos agentes que estão acampadas em frente ao batalhões, impedindo a saída das viaturas não participaram do acordo. Segundo Pompeu, a segurança é responsabilidade dos policiais e não das esposas. “Peço que conversem com as suas esposas e retornem aos trabalhos”.

No acordo, o governo concedeu reajuste salarial. Na proposta apresentada pelas mulheres, elas pediam reajuste de 20% imediato e 23% escalonado.

Pelo acordo, não haverá punições administrativas, mas 703 policiais responderão pelo crime de revolta. Se condenados, a pena será de 8 a 20 anos de detenção em  presídio militar e a expulsão da corporação.

Segundo o secretário de segurança pública, André Garcia, o crime militar de revolta é por estarem aquartelados e armados dentro dos batalhões.

Representantes das associações de classe disseram que apostam no bom senso dos policias para que retornem ao trabalho para não sofrerem as punições. Acreditam ainda que os policiais podem convencer suas esposas a desbloquearem os portões.

Apesar da assinatura do acordo, ainda existem locais que não aceitaram o acordo e seguem com a paralisação.

Representantes efetivos da paralisação não foram contactados e por isso a greve segue.

O exército segue nas ruas tentando fazer a segurança do Estado.

 

 

 

 

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