NA SEMANA DO DIA MUNDIAL DA MULHER ONU ALERTA PARA OS CASOS DE OVERDOSE

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2004

Prestes a comemorar o Dia Mundial da Mulher o Órgão das Nações Unidas(ONU) apresenta relatório anual de 2016 do Conselho Internacional para Controle de Narcóticos(INCB), entidade da ONU, alertando para o aumento desproporcional dos casos de overdose entre as mulheres no mundo. O documento pede aos países que  levem as mulheres em consideração na preparação de programas e políticas para o assunto.

Segundo a INCB, os governos devem dar prioridade ao fornecimentos de cuidados de saúde a mulheres dependentes e quer mais fundos e coordenação para evitar e tratar o abuso de drogas entre o público feminino. O relatório mostrou que mulheres e meninas representam 1/3dos usuários globais em países ricos.

Ao mesmo tempo, apenas 20% das pessoas que recebem tratamento são  mulheres. Comparado com os homens, as mulheres são mais propensas a receber prescrições de narcóticos e medicamentos para combater a ansiedade.

O relatório mostra ainda que houve um aumento significativo das prisões de pessoas do sexo feminino por crimes relacionados às drogas.Os especialistas constataram uma forte conexão entre as mulheres trabalhadoras do sexo e o uso de drogas. Eles explicam que muitas mulheres se prostituem para financiar as drogas e outras substâncias para conseguir suportar a natureza do trabalho.

Afirmam também que a legalização da maconha para uso recreativo é incompatível com as obrigações legais internacionais.

No Brasil, o relatório diz que o crime organizado e o tráfico de drogas continuam sendo o foca das preocupações e da cooperação regional, incluindo a tríplice fronteira do país com Argentina e o Paraguai.

No ano passado,  Brasil, Bolívia e Peru anunciaram a criação de um centro de inteligência da polícia para combater o tráfico de drogas entre os 3 países. O governo brasileiro também  firmou um acordo de estratégia  com o Escritório da Polícia Européia(Europol), para aumentar a cooperação entre os dois lados.

O uso de cocaína entre estudantes do ensino médio é mais alto nos países da América do Sul em comparação com as Américas Central e do Norte e no Caribe. OS maiores índices foram registrados na Argentina, Chile, Colômbia e Brasil.

Em relação ao crack, Brasil, Argentina, Chile e Paraguai apresentaram os menores índices de consumo entre os estudantes de ensino médio. O documento do INCB ressalta ainda a implementação de programas para detectar o HIV no Brasil.

Fonte: ONU News

 

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